segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Were you born to resist? Or be abused?


"Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?"

Todos somos idiotas. Seria idiota da nossa parte negá-lo. E não, idiota não é ter ideias a mais. Idiota é ter muitas ideias e, de vez em quando, usar essas ideias na altura ou da forma errada. Isso é ser idiota!
Sendo assim, todos temos confissões a fazer, erros irremediavelmente cometidos e dias repletos dessa idiotice tremenda. Idiotice pode até parecer uma forma suave e infantil de explicar aquilo que não fizemos bem, mas não deixa de o fazer. O principal, aqui, passa pela forma como ultrapassamos essa idiotice. Aqui há os que resistem e os que são abusados. Uns têm uma maior capacidade de se libertar do que outros, mas os mais importante é que consigamos chegar ao fim e tirar o melhor de nós.

Were you born to resist? Or be abused?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

"Leve, breve,suave" [123 anos de "existência"]

"E assim nas calhas de roda
Gira a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração."

Fernando Pessoa


"Sou fácil de definir
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma."

Alberto Caeiro

"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."

Ricardo Reis

"O que há em mim é sobretudo cansaço-
Não disto ou daquilo,
Nem sequer de tudo ou nada:
Cansaço assim mesmo,ele mesmo,
Cansaço."

Álvaro de Campos



Cita o que há de melhor em cada teu heterónimo interior e apresenta-te, ao mundo, com a tua melhor cara! Não deixes que só um lado de ti transpareça! Deixa-te ir: leve, breve, suave (:

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dicotomia Estabilidade/Mudança



"The storms are raging
On the rolling sea
And on the highway of regret
Though winds of change
Are throwing wild and free
You ain't seen nothing
Like me yet"

ADELE- "Make you feel my love"


Dizem que somos simultaneamente estabilidade e mudança. Somos a dicotomia entre o reconhecer e sermos reconhecidos e o mudarmos, ainda assim, ao longo do tempo. Sermos completamente estáveis seria contrariar a nossa plasticidade biológica. Sermos completamente a mudança implicaria não termos uma personalidade definida, contínua e, deste modo, seríamos internamente incoerentes. Mas, se existe pois uma compatibilidade entre os dois conceitos, então será que as nossas mudanças são influenciadas pela nossa estabilidade e a nossa estabilidade é marcada pelas nossas mudanças?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Conforto


Procuramos muitas vezes tê-lo. Esforçamo-nos para que seja o melhor possível. Não falo do físico. Falo-vos do emocional!
O facto de nos sentirmos quentes por dentro torna-nos pessoas mais felizes, equilibradas e positivas. Até os macacos Rhesus já optavam pela mãe felpuda, à mãe dura e artificial. Quando queremos trabalhar, sentamo-nos a uma mesa, quando lemos o nosso livro preferimos o nosso sofá...As situações adequam-se e procuramos o CONFORTO para que a naturalidade das coisas boas seja possível.

Sim, por isso antes de tentarmos confortar alguém, devemos estar confortáveis com nós mesmos, pois assim não há o risco de os magoarmos com os nossos pedaços de arame.

Por isso, agradeço a todos aqueles que contribuem todos os dias para que a minha alma seja a mais felpuda e confortável do mundo. Ou pelo menos, um sítio agradável de se viver! ( e a todos os outros que não deixam entrar nela qualquer tipo de arame)