
Passamos a vida a fazer compromissos com os outros quando, na maior parte das vezes, falhamos a nós mesmos.
Não faltamos a um jantar de velhos amigos, fazemos juras de amor com outra pessoa, prometemos cuidar de um filho para todo o sempre, pagamos os tão certos impostos uma vida inteira, somos fiéis ao nosso país, ou tentamos, pelo menos, sê-lo e é certo que teremos sempre, mas sempre, compromissos com a nossa própria rotina.
O certo é que no meio de tantos laços com os outros ficamos, muitas vezes, esquecidos dos compromissos que um dia tivemos connosco. Os sonhos que prometemos a nós mesmos realizar, os filmes a sós que ficamos de ver, aquele destino que juramos por tudo visitar e aquela loucura que teríamos de fazer custe o que custasse.
Nada poderemos dar de tão certo aos outros que substitua aquilo que um dia planeamos para nós mesmos, pois nada supera a certeza daquilo que somos! E não se trata de egoísmo, trata-se de um compromisso com nós mesmos a que não podemos falhar.