sábado, 10 de setembro de 2011

presença



'If I lay here,
If I just lay here,


[Would you lay with me and just forget the world?]'


(des)Compromissos




Passamos a vida a fazer compromissos com os outros quando, na maior parte das vezes, falhamos a nós mesmos.
Não faltamos a um jantar de velhos amigos, fazemos juras de amor com outra pessoa, prometemos cuidar de um filho para todo o sempre, pagamos os tão certos impostos uma vida inteira, somos fiéis ao nosso país, ou tentamos, pelo menos, sê-lo e é certo que teremos sempre, mas sempre, compromissos com a nossa própria rotina.
O certo é que no meio de tantos laços com os outros ficamos, muitas vezes, esquecidos dos compromissos que um dia tivemos connosco. Os sonhos que prometemos a nós mesmos realizar, os filmes a sós que ficamos de ver, aquele destino que juramos por tudo visitar e aquela loucura que teríamos de fazer custe o que custasse.

Nada poderemos dar de tão certo aos outros que substitua aquilo que um dia planeamos para nós mesmos, pois nada supera a certeza daquilo que somos! E não se trata de egoísmo, trata-se de um compromisso com nós mesmos a que não podemos falhar.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Were you born to resist? Or be abused?


"Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?"

Todos somos idiotas. Seria idiota da nossa parte negá-lo. E não, idiota não é ter ideias a mais. Idiota é ter muitas ideias e, de vez em quando, usar essas ideias na altura ou da forma errada. Isso é ser idiota!
Sendo assim, todos temos confissões a fazer, erros irremediavelmente cometidos e dias repletos dessa idiotice tremenda. Idiotice pode até parecer uma forma suave e infantil de explicar aquilo que não fizemos bem, mas não deixa de o fazer. O principal, aqui, passa pela forma como ultrapassamos essa idiotice. Aqui há os que resistem e os que são abusados. Uns têm uma maior capacidade de se libertar do que outros, mas os mais importante é que consigamos chegar ao fim e tirar o melhor de nós.

Were you born to resist? Or be abused?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

"Leve, breve,suave" [123 anos de "existência"]

"E assim nas calhas de roda
Gira a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração."

Fernando Pessoa


"Sou fácil de definir
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma."

Alberto Caeiro

"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."

Ricardo Reis

"O que há em mim é sobretudo cansaço-
Não disto ou daquilo,
Nem sequer de tudo ou nada:
Cansaço assim mesmo,ele mesmo,
Cansaço."

Álvaro de Campos



Cita o que há de melhor em cada teu heterónimo interior e apresenta-te, ao mundo, com a tua melhor cara! Não deixes que só um lado de ti transpareça! Deixa-te ir: leve, breve, suave (: